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06 maio 2011

Coritiba 6×0 Palmeiras – A noite mágica do Coxa


Coritiba 6×0 Palmeiras – A noite mágica do Coxa

sex, 06/05/11
por André Rocha |
POR FERNANDO FREIRE (REDATOR DO GLOBOESPORTE.COM/PR)
Em noite mágica, o Coritiba venceu o Palmeiras por 6 a 0 pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O placar – que poderia ser, sem exagero, até maior – resume a superioridade dos paranaenses durante todo o jogo. A partida marcava o duelo entre o ataque do Coxa, que tem média de 3,1 gols por jogo, e da defesa paulista, que tinha sofrido apenas 13 gols em 26 jogos, mas que levou quase a metade disso nos 90 minutos de quinta-feira.
O Coritiba, em relação ao “time ideal”, teve dois desfalques. Na frente, o machucado Marcos Aurélio – atacante que formava um trio de meias ao lado de Davi e Rafinha – foi substituído por Anderson Aquino, que jogou mais avançado. Além disso, o técnico Marcelo Oliveira ainda não conta com o lateral Eltinho, de fora da equipe há quase dois meses. O substituto foi o zagueiro Lucas Mendes, que atuou improvisado na esquerda. Como o camisa 6 avançou pouco, o lado esquerdo ficou despovoado. Davi, que normalmente ocupa o setor, percebeu o isolamento e centralizou, para buscar o jogo.
Já a direita era o lado forte do Coritiba. Por ali, trabalhavam o lateral Jonas, o volante Leandro Donizete, o meia Rafinha e até o atacante Bill, que saía da área para abrir a defesa palmeirense. Por esse setor, o Coritiba criou duas ótimas oportunidades na etapa inicial. Na primeira, Bill cruzou para Emerson, que errou o alvo. Depois, Jonas também cabeceou mal e perdeu chance clara.
O Coritiba balançou a rede adversária pela primeira vez em um lance que se tornou um ponto forte da equipe nas últimas partidas. Rafinha cobrou escanteio, e Emerson subiu livre para fazer, de cabeça, 1 a 0. O Coxa ampliou utilizando-se de outro ponto forte: o contra-ataque. Donizete, Léo Gago, Aquino e Bill participaram da jogada que terminou no gol de Davi. A noite era tão mágica que Léo Gago, o único jogador do “time ideal” que não tinha feito gol na temporada, bateu de fora, a bola desviou em Danilo e enganou Marcos – 3 a 0 sem muito esforço.
O Palmeiras – com João Vitor, Leandro Amaro e Lincoln entre os titulares – cometeu, na etapa inicial, quatro falhas defensivas; duas não foram perdoadas. O time, no 4-2-3-1, também não teve criatividade para reagir. Patrik pela direita, Lincoln centralizado e Luan pela esquerda não conseguiam superar a marcação do Coxa. Único atacante, Kleber praticamente não viu a cor da bola. Restavam os cruzamentos, os chutes de fora da área e os lances de bola parada com Marcos Assunção – mas nada que assustasse o goleiro Edson Bastos.
Coritiba tinha o lado direito forte, com Jonas, Leandro Donizete, Rafinha e Bill. Time fez 3 a 0 sem muito esforço. O Palmeiras, no 4-2-3-1, não superou a defesa adversária.
No segundo tempo, Marcelo Oliveira teve de trocar Pereira, com dores na coxa, por Cleiton. Pouco antes, já na volta do intervalo, Felipão tirou João Vitor e Patrik e colocou Chico e Wellington Paulista. O primeiro ocupou o lugar de Márcio Araújo, que passou para a lateral. O segundo entrou para fazer companhia a Kleber na frente. O Coritiba tinha um quadrado no meio (4-2-2-2). O Palmeiras, com as alterações, “espelhou” o adversário. Mas antes que pudesse se organizar em campo, o time paulista sofreu o quarto gol – na área, Leandro Amaro derrubou Bill, que cobrou e converteu o pênalti.
Quando parecia que o Palmeiras equilibraria a partida, Rivaldo deu uma cotovelada em Bill e recebeu o vermelho. A superioridade dos paranaenses era tamanha que Marcelo Oliveira se permitiu preservar dois titulares que tinham cartão amarelo – Leandro Donizete e Rafinha saíram para as entradas de Willian e Geraldo. O último inverteu com Davi. Pela esquerda, já nos acréscimos, o angolano fez bela jogada e marcou o quinto. Anderson Aquino, que teve atuação apagada, até por ocupar o lado menos povoado do campo, fechou o placar.
Coritiba trocou um zagueiro por outro e permaneceu no 4-2-2-2. Felipão fez duas mudanças e, antes de perder Rivaldo, o Palmeiras “espelhou” o adversário.
Único invicto das três divisões em 2011; 24 vitórias seguidas; 100% de aproveitamento no Couto Pereira; 81 gols em 26 partidas, o que representa média de 3,1 por jogo. Esses são alguns dos números que resumem a incrível campanha do Coritiba no início desta temporada. O Coxa, que marcou gol em todos os jogos do ano, fica muitíssimo perto da vaga na semifinal. Um gol no Pacaembu obrigaria o Palmeiras a fazer oito.
O Coritiba-2011 já entrou para história. Se continuar “voando com os pés no chão”, a equipe do Alto da Glória tem tudo para conquistar a Copa do Brasil e voltar à Taça Libertadores após oito anos. Além disso, apresenta-se como um dos favoritos ao título do Campeonato Brasileiro.
Uma redenção e tanta para um time que há menos de dois anos sofria com rebaixamento tão marcante.
ESCREVEU FERNANDO FREIRE

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