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30 abril 2011

Corte de verba atrasa projetos de segurança


quarta-feira, 27 de abril de 2011 7:12

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC


A concessão de verbas aos municípios do Grande ABC por meio do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), do Ministério da Justiça, anda a passo de tartaruga. Santo André, São Bernardo e Diadema aguardam, juntas, R$ 28 milhões em recursos para diversos projetos na área de segurança, mas não há prazo para a liberação.
Os planos vão desde a instalação de câmeras de segurança, novos uniformes e viaturas para a GCM (Guarda Civil Municipal), aquisição de rádios até a ampliação do programa Anjos da Guarda, em Santo André, e reforço e expansão do Mulheres da Paz e Protejo, ambos em Diadema.
A secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, esteve ontem em Diadema para a entrega de 25 armas não letais à GCM (leia abaixo).
Na ocasião, Regina explicou que o corte orçamentário do Ministério da Justiça obrigou que os processos de concessão de verbas fossem reformulados.
O cofre da Pasta foi enxugado em R$ 1,5 bilhão em relação a 2010, e neste ano será de R$ 4,2 bilhões.
A previsão, segundo a secretária nacional, é que nos próximos 20 dias serão abertos editais de solicitação de recursos, nos quais as prefeituras terão de se inscrever novamente. "Esses editais terão critérios bastante específicos, com o objetivo de distribuir a verba disponível para o maior número de municípios possível", destacou.
INTEGRAÇÃO
Diante desta nova realidade, projetos regionais como o do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, que prevê instalar uma central de monitoramento integrada, são vistos com bons olhos pela secretária.
O Grande ABC tem atualmente 151 câmeras, espalhadas por Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema. "Ampliar o número de câmeras é uma necessidade, mas também é necessário integrar, pois as fronteiras da região são muito tênues", afirmou Regina.
A ideia é adquirir um software que seja capaz de condensar as imagens capturadas nos municípios em um só lugar. Além disso, pretende-se utilizar também um sistema de rádios que possibilite a comunicação entre as GCMs da região.
Segundo o prefeito de Diadema e presidente do Consórcio, Mário Reali (PT), a expectativa é que o tema seja discutido com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em maio. "Estamos na expectativa desta reunião", garantiu.

GCM de Diadema terá armas não letais
No próximo mês, 50 integrantes da GCM (Guarda Civis Municipal) de Diadema serão treinados para o uso das 25 armas não letais do tipo Taser, doadas ontem à Prefeitura pelo Ministério da Justiça. Após o treinamento, os guardas-civis passarão a portar duas armas: a convencional e a não letal, com o objetivo de alcançar o uso progressivo da força, pregado pela ONU (Organização das Nações Unidas).
O subcomandante da GCM de Diadema, Emílio D''Angelo Júnior, explicou que o choque provocado pela arma interrompe a comunicação entre os neurônios e, consequentemente, paralisa o agressor, mas preserva sua vida. "Há estudos que comprovam que não há danos mesmo para quem tem doenças cardíacas."
As armas serão utilizadas nas operações integradas de fiscalização. Para o secretário de Defesa Social, Arquimedes Andrade, as armas ajudarão na difícil missão de diminuir as taxas de homicídio na cidade, média de seis a sete mortes por mês.
"A melhor batalha é a que se vence sem disparar nenhum tiro", filosofou Andrade, citando o livro A Arte da Guerra, de Sun Tzu.
A secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, destacou que foram investidos R$ 20,3 milhões na compra de 5.000 armas não letais, que serão distribuídas para os municípios.
"Temos prazo de seis meses para entregar todos os equipamentos", afirmou, sem especificar quantas virão para o Grande ABC.

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