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27 abril 2011

Carta Aberta aos Guardas Municipais de Curitiba



"Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e uma casa dividida contra si mesma cairá.”
Jesus Cristo (Lc 11:27)

Meu caro amigo:

Hoje (dia 26/4/2011) foi a última reunião de negociação entre os representantes da prefeitura e a comissão de guardas do SISMUC. Nessa reunião os guardas receberam um ultimato: têm até sexta-feira para decidir se aceitam ou não a proposta da PMC.

Quinta-feira haverá uma assembléia geral para decidir exatamente isso. Veja bem meu amigo, há apenas duas escolhas : aceitar o plano ou entrar em GREVE. Não há terceira opção. E como essa decisão é sobre o SEU futuro cabe a você decidir. Chegamos num ponto em que não se pode mais outorgar a escolha a terceiros.

Precisamos de uma decisão que seja NOSSA, uma que seja fruto da escolha da maioria dos GMCs porque é da conta de TODOS os guardas.

Deixe-me resumir as duas escolhas para você: Aceitar o plano significa dar um passo em que não se sabe com plena certeza qual será o resultado. O plano apresentado pela PMC tem qualidades e defeitos, mas garantiria, pelo menos, um mínimo de 1500 reais num primeiro momento com a promessa de 1950 até 2014. Não é o plano dos sonhos, mas é bom lembrar que nesta mesma data em 2009 nosso salário era de 730 reais.

Nossa segunda opção seria a GREVE. Se o primeiro é um passo algo incerto, esse é um passo extremo e perigoso. Sabemos que nossa primeira greve foi positiva para aquele momento, sem nenhuma garantia de que seria para este, e claro, independente do ganho que tivéssemos, sempre haveria uma conseqüência em outros aspectos de nossa carreira, como muitos estão sentindo agora. Reverter isso demanda ações na justiça e leva tempo. Esse é um jogo em que sempre se perde algo.

A questão é que muitos guardas têm uma posição contra a greve e de aceitação do plano, com todos os riscos. Ninguém tem bola de cristal para saber o resultado disso, a gente pode apenas escolher e torcer para ter feito a melhor escolha, e ser gratos por ainda podermos escolher.

Imagine agora o seguinte cenário: eu e você nos omitimos e uns poucos decidem em assembléia, digamos, pela greve. Mas essa greve tem pouca adesão e não obtém os resultados desejados, logo o movimento termina e não há aumento salarial nem plano de carreira. Estaremos numa situação pior ainda e sem o benefício da negociação. Entenda que nessas negociações há bem mais coisas do que eu e você entendemos, estamos meio que num fogo cruzado...

Por isso a gente não pode se omitir dessa vez, não adianta reclamar que o sindicato não aceita o plano, porque essa decisão cabe à assembléia, ou seja, cabe a mim e a você. Acho que chega de achar culpados e projetar responsabilidades. Podemos tomar uma decisão agora e continuar lutando sabiamente no futuro.

Vamos todos lá no Salão da Igreja Bom Jesus, na praça Rui Barbosa nesta quinta-feira, dia 28 de abril às 19:00 horas, tomar a decisão que cabe a nós, seja ela qual for.

Pense bem nisso.



                                                                                    Fonte:    GM Isaías Gonçalves

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