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16 novembro 2009

Guarda municipal é desarmado e morto em escola no Cajuru



Janaina Monteiro

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Ciciro Back













Vítima estava sem o colete balístico por causa do calor.


O guarda municipal Leocádio Swami de Mello e Silva, 59 anos, foi assassinado, na tarde de ontem, quando trabalhava na Escola Municipal Senador Eneas Faria, na Travessa A, Vila Autódromo, Cajuru. Segundo testemunhas, por volta de 16h, um rapaz aproveitou que a escola estava aberta por causa das atividades do Comunidade Escola e entrou para roubar a arma do guarda. O assassino acertou três tiros na vítima e fugiu tomando o rumo do Jardim Acrópole. Cerca de 50 pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos, estavam no local no momento do crime.

Segundo informações colhidas por investigadores da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), Leocádio estava sem o colete à prova de balas e teria retirado a proteção por causa do calor.

Testemunhas contaram que o assassino, que aparentava ter entre 20 e 25 anos, não era morador da vila. Usando um boné e uma jaqueta de nylon cinza, ele desceu de uma motocicleta Titan azul estacionada a uma quadra da escola e entrou pelo portão. Enquanto isso, um comparsa do atirador ficou na moto, dando cobertura. A mulher de um policial, que estava passando pela rua, chegou a desconfiar do motoqueiro. Ao checar as placas, descobriu que eram frias e pertencem a um veículo Gol.
Ronda

Depois de ficar rondando por cerca de 40 minutos pelo pátio na frente do colégio, o assassino fez uma ligação pelo celular. Em seguida, andou até o guarda e conseguiu desarmá-lo. Leocádio, que estava sentado numa cadeira, foi ferido com três tiros, sendo dois no peito e um na perna esquerda. Como as testemunhas não viram o suspeito armado, os investigadores da DFR acreditam que o guarda foi morto com o próprio revólver calibre 38 que foi roubado pelo criminoso.

O professor de Educação Física Rafael dos Santos Pereira, que coordenava as atividades na escola, disse que houve pânico depois dos tiros. “Felizmente conseguimos chamar as crianças rapidamente e levá-las até o andar de cima”, contou.

A chefe do Núcleo de Educação da Regional Cajuru, Elizabeth Dubas, disse que Leocádio trabalhava na escola há um mês, cobrindo férias. Ela enfatizou que as aulas não serão suspensas, apesar do crime. “A comunidade não vai pagar por isso. Amanhã (hoje) haverá aula normalmente, assim como o Comunidade Escola que continuará acontecendo nos fins de semana”, lamentou.

Revolta

Colegas de profissão da vítima contaram que Leocádio trabalhava na corporação há 17 anos e iria se aposentar em janeiro do ano que vem. Ele era casado e, segundo os colegas, não tinha filhos. O supervisor Aparecido, da Guarda Municipal, estava revoltado no local por conta da insegurança da profissão. “Essa situação é inadmissível. No mínimo dois guardas deveriam estar realizando o trabalho, assim como aconteceu com as polícias Militar e Civil, que sempre trabalham em equipe”, reclamou.


Mais mortes


Márcio Barros

Além do guarda municipal, outros dois homens foram mortos e um gravemente ferido a tiros no Cajuru. Peterson Almir Efigênio, 31 anos, foi baleado na Vila Oficinas e está hospitalizado. O auxiliar de produção Mauro João do Nascimento, 39, foi encontrado morto na Moradias Cajuru. Um um rapaz sem documentos, foi achado sem vida embaixo de uma árvore, na Vila Oficinas.

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