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14 outubro 2009

OLIMPÍADAS NO RIO. É DE CHORAR!

E O GOVERNADOR CHOROU.


Eu sou politicamente incorreto.
Fiel a essa realidade resolvi não assistir à escolha da cidade sede para as Olimpíadas de 2.016, que foi transmitida ao vivo pela televisão.
Sinceramente, não considero justo para um povo sofrido como o brasileiro, impor a realização de um evento dessa magnitude de gastos públicos, enquanto o povo padece sem cidadania, sem educação pública, sem saúde pública e sem segurança pública.
Sou pragmático e considero que o dinheiro público tenha prioridades claramente definidas diante das nossas incontáveis deficiências.
Não digo que não temos condições de realizar uma Olimpíada, não tenho complexo de vira-lata, sei que após realizar um Pan o salto é bem pequeno, sobretudo se antes ainda temos a realização de uma Copa do Mundo, que fornecerá maior infra-estrutura para o país.
Só não considero justo realizar uma Copa ou uma Olimpíada, com as crianças malabaristas nos sinais entretendo os turistas, por alguns centavos de dólar.
Preferi assistir ao interessante filme nacional “Salve Geral”.
Longe de ser uma obra prima, mostra parte das engrenagens que promovem o funcionamento da grande máquina que puxa os cordões desse teatro de fantoches em que vivemos.
Nele não existem heróis, aliás, no Brasil não existem heróis, somos um povo carente de demonstrações de civismo e de patriotismo, uma carência que parte da mídia se aproveita muito bem para denominar como herói ou heroína, alguém semi-alfabetizado que use o dia todo biquínis ou sungas em frente às câmeras televisivas.
E por falar em câmeras, me disseram que Sérgio Cabral chorou após o anúncio da vitória do Rio de Janeiro, vou tentar assistir a esse momento inédito para mim, assistir ao choro governamental.
No Rio de Janeiro, milhares de cidadãos fluminenses são assassinados e desaparecem a cada ano, o que nunca fez Cabral chorar, em quase três anos de governo.
Mais de 70 Policiais Militares já foram assassinados em serviço e não lembro de ter visto Cabral chorando uma única vez.
Praticamente em todas as ruas assistimos famílias morando sob marquises, inclusive com crianças de colo sendo amamentadas em seios flácidos, mas nem essa tragédia teve impacto para fazer Cabral chorar.
Diante dessas verdades sou levado a concluir que Cabral só chora de alegria.
Deve ser assim e eu ainda não tinha ainda percebido que milionários não ficam tristes, não choram quando o coração aperta, só choram quando alegria é incontrolável.
Não sei se isso é bom ou se é ruim para os milionários, eu não conseguiria ser assim, choro com facilidade diante das amarguras da minha própria vida e da vida dos meus semelhantes.
Eu sou politicamente incorreto, teria vergonha de tentar promover uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada nesse país famélico, onde a classe média trabalha cinco meses por ano para dar dinheiro ao governo, que não retribui com nenhum serviço público de qualidade.
Um Brasil de miseráveis em cada esquina e de corruptos em cada sombra. Corruptos que também sorriem com facilidade, via de regra zombando dos honestos.
Aliás, o que não falta nesse país são corruptos milionários.
O Brasil é um país triste que possui uma população absurdamente conformada.
Um conformismo doentio que a grande maioria transforma em alegria.
A alegria de ser ignorante, uma ignorância fruto da não cidadania, que realimenta o processo, fazendo os corruptos sorrirem.

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL

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