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28 julho 2012

Parque Bacacheri - Curitiba - 21 de julho de 2012



Tire suas próprias conclusões.

  Matéria veiculada no site: http://campeonatosdeskate.blogspot.com.br/2012/07/mais-um-abuso-de-autoridades-em-curitiba.html, publicada no dia 22 de julho de 2012, intitulada: “Mais um Abuso de Autoridades em Curitiba”.

Os fatos noticiados reportam a Ocorrência atendida pela Guarda Municipal referente a Desacato e Desobediência, seguida de Auto de Resistência à Prisão.

Tema replicado  no endereço eletrônico: https://www.facebook.com/ojosoares, com oTítulo “Dia 21 de julho 2012. Dia ensolarado em Curitiba, bom pra andar de skate.”, postado no dia 23 de julho de 2012, publicado pelo pseudônimo: jo soares.


(clique e amplie as fotos)
Vídeo veiculado no: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=v77dETsboOI, com o Título: “GM prede o cara por estar andando de SKATE no Parque Bacach”, postado no dia 23 de julho de 2012, publicado pelo pseudônimo: Rafaelmuscle0, contendo 7 minutos e 58 segundos de gravação.
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(vídeo explicativo)
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Dia 21 de julho 2012. Dia ensolarado em Curitiba, bom pra andar de skate.



Meu nome é Rugieri Mateus, sou casado e tenho quatro filhos, ando de skate desde meus 12 anos e hoje estou com 36 anos e não me vejo sem praticar meu esporte favorito que é Longboard Dowhill.

Me desloquei até o Parque Bacacheri por volta das 14h15 e encontrei um amigo e começamos a andar com nossos skates de role pela ciclovia, vimos dois guardas municipais conversando com duas mulheres, quando viram nossa presença tentaram atingir eu e meu amigo com as bicicletas que eles usam pra anda no Parque, conseguimos desviar do ataque dos guardas pra não cair e se machucar, eles gritaram e falaram que não pode anda com essa merda "skate". Falei pro meu amigo vamos sai fora e continuamos nosso role.


 
Esse mesmo guarda que tentou me derrubar veio atrás de mim mas nem vi, saindo do parque já fora do parque fui abordado de maneira abusiva, esse mesmo guarda gritou comigo e com sua pistola na mão, o parque estava lotado, gritou vagabundo. Eu quando vi que era um guarda despreparado e achei que sua arma podia disparar, parei e falai o que esta acontecendo ?? Ele gritou de novo e falou deita no chão vagabundo, eu falei eu não vou deitar, o guarda se aproximou com a pistola na minha cara e falou deita... e me chutou e deu um rodão, me colocando ao solo. Nada contente pisou no meu pescoço e chamou reforço, veio um companheiro dele que aproximou e pisou no meu pescoço também, muitos filmaram, os guardas não gostaram da atitude do pessoal e falou no meu ouvido que ia me foder, me levantou com uns tapas e falou vamos lá pra salinha, que era dentro do parque, dizendo que ia me arrebentar. Eu falei pq você esta fazendo isso, ele falou - não pode mais andar com essa merda aqui no parque "skate" e falou que eu estava sedo mostrado pras pessoas o que eles iam fazer com quem for andar com essas merdas "skate" - vai se assim.


Me levou pra salinha, me pegou pelo pescoço que já tinha sido machucado com os pisões e com o braço foi me sufocando, deixando eu sem ar e quase desmaiando, os populares do parque gritaram falando que ele ia me mata e falaram pra ele parar, nesse momento muitos xingavam esses dois guardas e eu quase sem força pra anda e sem ar nos pulmões, fecharam a porta da salinha e chegaram mais uns cinco guardas, todos gritaram comigo, nem um momento deixaram eu falar, me deram cotoveladas na barriga e começaram fazer um BO dizendo que eu tinha desacatado esse guarda, dizendo que eu estava ali desde manhã aprontando, depois de muitos gritos estavam me levando pro 8º Distrito Policial que fica lá no Portão, Zona Sul de Curitiba, quanto estavam me levando muitos gritos continuaram na viatura, em meio as conversas esse mesmo guarda que me abordou falou com seus companheiros que tinha perdido a "BIRIBA" na hora q ele me derrubo e ficou em cima de mim, com tantos gritos eu pensei – será que ele usa droga ou ia colocar em mim ?? Chegando na DP mais gritos no meu ouvido, ate que me algemaram e me levaram pra uma sala na própria DP, conversei com o delegado e vou ter que responde por desacato, pedi ajuda aos populares da região e ninguém quis me ajudar com 2,60 pra pagar minha passagem, cheguei em casa de noite, vim a pé do Portão até o Santa Cândida pois não tinha nenhum real e estava todo sujo e machucado com os tapas e cotoveladas, quase fui sufocado e com dor no pescoço dos pisões."

22 julho 2012

As entrelinhas dos planos de governo para a prefeitura de Curitiba

Análise dos termos e expressões que mais aparecem nos programas de governo dos quatro principais candidatos ajuda a revelar o que deverá ser a estratégia de campanha de cada um deles.

“O discurso político contemporâneo é prioritariamente feito pelo apagamento do embate e do vínculo partidário.”
Vanice Maria Sargentini, doutora em Linguística na linha de pesquisa de análise do discurso.


Enquanto um candidato foca mais no desenvolvimento da cidade, outro tem mais interesse nas ques­tões de urbanismo, um terceiro fala em participação popular no mandato e o mais jovem usa mais verbos, dando ênfase para suas ações. Essas são conclusões preliminares dos planos de governo dos candidatos Luciano Ducci (PSB), Rafael Greca (PMDB), Gustavo Fruet (PDT) e Ratinho Junior (PSC) que disputam a prefeitura de Curitiba.
Para analisar os planos de governo dos quatro principais candidatos a prefeito da capital, a Gazeta do Povo utilizou um programa de informática que cria uma espécie de “nuvem de palavras”, mostrando quais termos e expressões são mais utilizados em textos e discursos. Quanto mais a palavra é repetida, maior ela aparece no quadro. Essa é uma forma de analisar o que está nas entrelinhas dos planos, quais são as temáticas mais importantes e o enfoque que deve ser dado para a gestão, se o candidato vencedor cumprir seu plano.
Análise
Depois de testar os planos no programa, a reportagem pediu que duas especialistas em análise do discurso fizessem uma avaliação do resultado do teste: Luciana Panke, professora da Universidade Federal do Paraná, doutora em Ciência da Comunicação e vice-presidente da Sociedade Brasileira dos Pesquisadores e Profissionais de Comu­nicação e Marketing Polí­tico (Politicom). E Vanice Ma­­­ria Sargentini, doutora em Linguística na linha de pesquisa de análise do discurso e professora do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos (UFS-Car–SP) e coordenadora do Laboratório de Estudos do Discurso (Labor). Elas dizem que os conteúdos dos planos de governo podem ser analisados com diversas abordagens.
Ausências
Apesar de considerar a forma interessante, Vanice Sargentini salienta que “a análise por índice de ocorrências lexicais pode deixar de considerar dados importantes que ocorrem menos”. Ela nota que há um esquecimento do discurso político-partidário, não aparecendo no teste os nomes dos partidos. “As palavras são quase as mesmas para os diferentes candidatos, mais um fato que mostra que o discurso político contemporâneo é prioritariamente feito pelo apagamento do embate e do vínculo partidário”, diz.
Os planos analisados foram os entregue ao Tribunal Regional Eleitoral no ato do registro das candidaturas. Os coordenadores dos planos de governo dos quatro candidatos disseram à reportagem que um outro plano, mais completo, deve ser divulgado durante a campanha.

Nuvens de palavras
Quanto mais a palavra é repetida, maior ela aparece na nuvem feita pelo programa utilizado para o estudo realizado pelas especialistas em análise do discurso Luciana Panke, professora da Universidade Federal do Paraná, e Vanice Maria Sargentini, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar-SP) e coordenadora do Laboratório de Estudos do Discurso (Labor).

Gustavo Fruet
Fruet, segundo Panke, é mais “bairrista”, mostrando essa característica pela relevância dada à palavra Curitiba em detrimento de outros temas. “É interessante ressaltar que o candidato também destaca 'participação' e 'população', indicando uma linha estratégica de campanha.”
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Luciano Ducci
No discurso de Ducci, o que chama a atenção de Luciana Panke é que ele indica a ênfase em uma campanha mais institucional, mostrando o que realizou na cidade. “É evidente um discurso positivo que aponta para desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida dos moradores da cidade”, diz Panke. Vanice percebe que, tanto no plano de Ducci quanto de Fruet, os discursos têm um perfil estrito de discurso político, sem expor um tópico central para a administração.
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Rafael Greca
O candidato Rafael Greca transmite união por destacar expressões como 'cidade', 'curitibano' e 'todos', de acordo com Luciana Panke. “No conjunto também é possível inferir uma tendência a destacar o passado e retomar temas presentes desde sua gestão, como o metrô”, diz. Vanice Sargentini também notou a força das palavras relacionadas a transporte no programa de Greca, o que pode indicar que ele toma isso como um foco de campanha.
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Ratinho Júnior
É o que teria um discurso mais difuso, segundo Luciana Panke. “Temáticas sociais são destacadas, além da palavra ‘ações’ o que aponta uma campanha que deve recorrer à juventude do candidato e à cobrança de atitudes práticas da administração”. Na nuvem do Ratinho tem mais verbos. “O que poderia indicar que a estratégia de propaganda está centrada na ação”, analisa Vanice.
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Extraído de: http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=1277357&tit=As-entrelinhas-dos-planos-de-governo-para-a-prefeitura-de-Curitiba



Guarda Municipal é referência em proteção escolar!



O sargento Márcio Ribeiro, membro honorário da Patrulha Rodoviária da Califórnia, nos Estados Unidos, e instrutor de Primeiros Socorros da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo (SP), vai representar o Brasil em congresso na cidade de Reno em Nevada (EUA). No evento, que se realiza bienalmente, é apresentado um perfil dos programas de proteção escolar em cada país participante. Por entender como referência nacional o trabalho de Porto Alegre, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana (SMDHSU) por meio da Guarda Municipal, o sargento Ribeiro solicitou ao prefeito José Fortunati um relatório do serviço.

Para a comunidade escolar, a Guarda Municipal desenvolve ações focadas na prevenção à violência a partir do monitoramento por vigilância fixa e motorizada em 96 escolas . Paralelamente realiza, através do Núcleo de Ações Preventivas (NAP), o programa Dois Caminhos e uma Escolha, quando os jovens avaliam passo a passo os caminhos que tomam os que se desviam da orientação educacional chegando ao limite dos conflitos com a lei, seja por brigas, pichação, drogadição até o crime. Há também o Teatro de Bonecos, que trabalha de forma lúdica à prevenção a violência, focada na Justiça Restaurativa.

Conforme o comandante Eliandro Oliveira de Almeida, a Guarda Municipal de Porto Alegre conta hoje com 36 viaturas totalmente equipadas e 24 motos. Destes veículos, 14 carros e dez motos estão diretamente ligadas ao trabalho da ronda, com a missão de prevenir situações de risco no ambiente escolar. "Há um comprometimento com o desenvolvimento do modelo de Guarda Comunitária, que traz o conceito do cidadão como bem patrimonial", afirma.

Todo esse trabalho hoje desenvolvido por 557 guardas municipais em Porto Alegre resulta de um planejamento elaborado desde 2002, quando teve início os trâmites de parceria com o Ministério da Justiça que repassou na época as primeiras 20 viaturas do Programa Vizinhança Segura. Atualmente, as atividades voltadas à segurança nas escolas são de preparação dos guardas municipais para o trabalho com videomonitoramento nas escolas municipais, cujas câmeras serão instaladas até o final do ano, conforme planejamento da Secretaria Municipal da Educação.

fonte: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/

21 julho 2012

Fruet tem propostas concretas para saúde, educação, segurança e mobilidade



Em entrevista a ÓTV na noite de quarta-feira (18), o candidato a prefeito Gustavo Fruet (PDT) apontou as áreas da saúde, educação, mobilidade urbana e segurança como prioritárias na futura gestão.
Fruet destacou as falhas da atual administração e apresentou suas propostas.
Em relação à saúde, o pedetista afirmou que não podem ser aceitas como normais as mortes por falta de atendimento. “Vamos rever toda gestão da Secretaria de Saúde. Aumentar o horário de atendimento das unidades de saúde e contratar mais profissionais. Rever os convênios com entidades filantrópicas, universitárias e particulares. Estreitar a colaboração com municípios da região metropolitana. Os profissionais precisam ser valorizados com a revisão do plano de cargos e salários”.
Na educação, Gustavo promete trabalhar no combate ao analfabetismo, que hoje ainda atinge mais de 30 mil curitibanos. “A criação do Plano Municipal de Educação é prioridade. Temos condições de zerar a fila de espera por vagas em creches na faixa dos 4 e 5 anos e reduzir muito na faixa até 3 anos. Isso é possível através da construção de creches em áreas mais carentes. Vamos investir pesado na formação continuada dos professores e estimular a criação de escolas técnicas. Até 2018, vamos elevar dois atuais 8 anos para 13 anos a média de permanência dos curitibanos na escola”.
Fruet comentou ainda que os problemas no trânsito estão diretamente relacionados a falta de investimentos e perda de qualidade no transporte coletivo. “O transporte público perdeu 14 milhões de usuários nos últimos quatro anos, ou seja, não está atendendo às demandas da população. Com menos de R$ 300 milhões é possível dobrar o número de usuários do eixo sul, com construção de trincheiras e efetivação do Sistema Integrado, que prevê a sincronicidade dos semáforos permitindo que os ônibus se desloquem em velocidade constante”, disse.
“Vamos estimular o uso de modais alternativos, como a bicicleta. Estamos propondo a construção de 300 quilômetros em ciclorrotas. A médio prazo temos condições de ampliar o número de usuários de bicicleta como meio de transporte para entre 5 e 10% da população. É uma questão cultural”, completou.
Na segurança, Gustavo Fruet garante que a atual administração falhou na urbanização de algumas áreas, permitindo que a criminalidade se instalasse. “Se hoje são necessárias medidas extremas como a instalação de Unidades Paraná Seguro (UPS) é porque a administração perdeu espaço para os criminosos. Como prefeito, quero assumir a responsabilidade pela segurança dos curitibanos. Vamos dobrar o efetivo da Guarda Municipal. Construir a academia própria de formação dos guardas. Criar o Conselho Municipal de Segurança e o Comitê Municipal de Prevenção ao Uso de Drogas, que trabalhará em parceria com as unidades de tratamento para abertura de 500 vagas para recuperação de dependentes”, concluiu.

20 julho 2012

Guarda municipal pode portar armas depois do expediente


Por Jomar Martins

O juiz Rony Ferreira, da 2ª Vara Federal Foz do Iguaçu (PR), negou pedido de liminar para impedir que os guardas municipais portem armas fora do horário de expediente. Ele considerou que, desarmados, os guardas ficarão expostos à própria sorte e absolutamente desprotegidos, já que têm contato direto com o mundo do crime. Em função das peculiaridades locais, não viu ilegalidade em estender-lhes a mesma garantia conferida a outras categorias policiais.
‘‘A manutenção do porte de arma de fogo, tal como autorizado pela Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná, representa ato de supremacia do interesse público sobre o particular, que, ao lado da indisponibilidade do interesse público, caracterizam as pedras-de-toque do regime jurídico-administrativo’’, afirmou o juiz.
O Ministério Público Federal foi à Justiça pedir a nulidade do ato administrativo assinado pelo superintendente regional da Polícia Federal, que concedeu o porte de arma de fogo funcional aos integrantes da Guarda Municipal de Foz do Iguaçu mesmo fora de serviço. A medida também autoriza os guardas a transitarem armados nos municípios de São Miguel do Iguaçu/PR e Santa Terezinha de Itaipu/PR, quando em deslocamento para o local de trabalho ou retorno para suas residências, além da região denominada Ilha do Bananal.
A sustentação legal do ato se apoiou em dois dispositivos. No parágrafo 4º, do artigo 34, do Decreto 5.123/2004, que diz: ‘‘Não será concedida a autorização para o porte de arma de fogo de que trata o art. 22 a integrantes de órgãos, instituições e corporações não autorizados a portar arma de fogo fora de serviço, exceto se comprovarem o risco à sua integridade física, observando-se o disposto no art. 11 da Lei no 10.826, de 2003. (Incluído pelo Decreto nº 6.715, de 2008)’’. E no parágrafo único do artigo 3º da Portaria 365 DG/DPF, de 15 de agosto de 2006: ‘‘Os Superintendentes Regionais da Polícia Federal e o Coordenador-Geral de Defesa Institucional da Diretoria Executiva do DPF poderão autorizar, por meio de ato administrativo específico e fundamentado, o porte de arma de fogo funcional, fora de serviço, a integrantes das Guardas Municipais dos municípios com mais de 50.000 (cinqüenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, quando a medida se justificar por razões excepcionais’’.
A Ação Civil Pública sustenta que o ato extrapola os poderes-deveres administrativos decorrentes da Constituição Federal, na medida em que não prevê a atuação das guardas municipais em atividade de segurança pública, mas apenas na proteção de seus bens, serviços e instalações. Argumenta, ainda, que o Estatuto do Desarmamento (Lei n° 10.826/03) estabelece que o porte de armas a integrantes de guardas municipais de municípios com mais de 50.000 e menos de 500.000 habitantes só pode ser liberado apenas em serviço. Pediu a antecipação dos efeitos da tutela para suspender o ato.
Inicialmente, o titular da 2ª Vara Federal na Subseção Judiciária lembrou que, embora a Constituição Federal restrinja a atuação das guardas municipais, a de Foz do Iguaçu tem ocupado espaço ocasionado pela insuficiência de pessoal das instituições responsáveis pela segurança pública. Assegurou que basta recorrer à imprensa para verificar o amplo espaço de atuação da Guarda Municipal no combate à criminalidade. Em 2010, a instituição atendeu 9.816 ocorrências, das quais 1.831 se referiam a ocorrências policiais. No mesmo período, houve 65 veículos recuperados, 113 apoios a órgãos federais e 195 a órgãos estaduais, além de 476 prisões, 42 armas apreendidas.
De acordo com ele, pelo menos em sede de cognição primária, não há ilegalidade no ato praticado pelo superintendente da Polícia Federal no Paraná, pois o fez amparado pelo artigo 34, parágrafo 4º, do Decreto 5.123/2004 (incluído pelo Decreto nº 6.715, de 2008), já que existe risco à integridade física dos agentes municipais.
Clique aqui para ler a íntegra da decisão.
Jomar Martins é correspondente da revista Consultor Jurídico no Rio Grande do Sul.
Revista Consultor Jurídico, 19 de julho de 2012

Juiz garante porte de arma para Guardas Municipais


Ministério Público questionava porte de 24 horas

Baseado no grande número de crimes e na exposição dos guardas municipais à violência, o juiz federal Rony Ferreira determinou em preliminar garantir o porte de arma por 24 horas e não somente no horário de trabalho. O processo corre na Justiça Federal, respondendo um questionamento do Ministério Público sobre o uso de armas destes servidores.

Osli Machado, secretário Municipal de Governo, destacou que a "decisão mostrou que a realidade é que os Guardas Municipais estão preparados para usarem arma por 24 horas. Eles estão treinados e capacitados", disse.

Agora, o processo segue na Justiça Federal com novos pronunciamentos da União e do Município

     

Redação catve.tv / Foz do Iguaçu
Extraído de: http://catve.tv/noticia/6/27763/juiz-garante-porte-de-arma-para-guardas-municipais

19 julho 2012

Comissão Própria de Avaliação esteve em reunião na EMAP


17/07/2012
No mês passado, representantes da Comissão Própria de Avaliação estiveram reunidos na Escola da Magistratura do Paraná para aprovar cronograma de atividades da Comissão, e também avaliar melhorias em alguns setores da instituição como a Biblioteca. 
 

Durante a reunião, o presidente da Comissão, desembargador José Laurindo de Souza Netto, comentou sobre a necessidade do aprimoramento e enriquecimento do acervo bibliográfico da EMAP e sugeriu a pesquisa em portais de acesso às bibliotecas virtuais para posterior divulgação entre docentes e discentes, e ainda, solicitou a emissão de ofícios aos autores para doação de obras que deverão compor o acervo no Núcleo de Curitiba. 

Estiveram presentes os seguintes representantes: desembargador José Laurindo de Souza Netto, presidente da Comissão Própria de Avaliação Institucional; doutor Everton Luiz Penter Corrêa, representante da Sociedade Civil; professora doutora Maria Odete de Pauli Bettega, representante do Corpo Docente; doutor Cláudio Frederico de Carvalho, representante da Sociedade Civil; cursista Cassiana Rufato Cardoso, representante do Corpo Discente da Turma da Manhã do XXX Curso de Preparação à Magistratura-2012; cursista Arlene Maria Rodrigues Wollmann, representante do Corpo Discente da Turma da Noite do XXX Curso de Preparação à Magistratura-2012; professora Solange Rauchbach Garani, representante do Corpo Técnico Administrativo e o secretário Roberto Veiga Bueno, representante do Corpo Técnico Administrativo, também designado Secretário da Comissão. 
EMAP - Núcleo de Curitiba

16 julho 2012

Sistema Curitiba de Controle Operacional - SCCO


DECRETO N.º 677
Dispõe sobre a criação do Sistema Curitiba de Controle Operacional - SCCO.
O PREFEITO MUNICIPAL DE CURITIBA, CAPITAL DO ESTADO DO PARANÁ, no uso das atribuições legais que lhe foram conferidas pelo artigo 72, inciso IV da Lei Orgânica do Município de Curitiba;
considerando a necessidade de permanente vigilância e ação integrada para o funcionamento rotineiro da cidade e para as intervenções em situações de crise, de forma a garantir qualidade dos serviços, cuidado e segurança à população;
considerando a necessidade e determinação da administração da cidade em explorar de forma integrada os recursos dirigidos à gestão operacional municipal, com ganho de escala e conforme os conceitos mais avançados da área;
considerando os investimentos em curso como oportunidade para dotar Curitiba de sistemas de controle e operação urbana conceitualmente alinhados aos mais avançados do mundo,

DECRETA:
Art.1.º Fica criado o Sistema Curitiba de Controle Operacional - SCCO com a finalidade de desenvolver ações integradas de controle urbano com as seguintes atribuições:
a) realizar a gestão do trânsito, do transporte coletivo e da defesa social;
b) antecipar-se a possíveis riscos e planejar operações e Planos de Contingência pertinentes;
c) coordenar, a partir da Sala de Planejamento e Gestão do Sistema, o planejamento de situações e as intervenções em casos de emergências urbanas;
d) sistematizar informações para subsidiar o planejamento da cidade;
e) inserir, progressivamente, no Sistema, outros serviços de gestão da operação da cidade, tais como:
● previsão e manejo de inundações e qualidade das águas dos rios;
● manutenção e conservação da cidade;
● fiscalização de obras e posturas;
● controle de epidemias;
● monitoramento/ gestão de manifestações e eventos públicos;
● controle de risco em edificações;
● regulação de leitos hospitalares.

Art. 2.º Integram o Sistema Curitiba de Controle Operacional - SCCO:
a) as Secretarias e Órgãos da administração municipal de Curitiba;
b) a Sala de Planejamento e Gestão do Sistema;
c) o Colegiado de Gestão do Sistema;
d) a Central de Controle Operacional - CCO;
e) as demais centrais de controle existentes.

Art. 3.º As ações sob responsabilidade das secretarias/órgãos que integram o Sistema são as seguintes:
a) Secretaria do Governo Municipal - SGM, disponibilizar a Central de Relacionamento Municipal quando requisitada, em situações de emergência ou não, como meio de comunicação com a população e para utilização das informações do 156 sobre demandas e urgências em tempo real;
b) Secretaria Municipal da Defesa Social - SMDS, compor, de imediato, a gestão de sua área à Central de Controle Operacional, para isso disponibilizar equipe e integrar informações e equipamentos de vigilância;
c) Secretaria Municipal de Trânsito - SETRAN, operar o monitoramento, fiscalização e sinalização do trânsito; disponibilizar ao Sistema as informações georeferenciadas da Central de Obras de Curitiba;
d) URBS - Urbanização de Curitiba S.A., gerenciar a infraestrutura para o funcionamento da Central de Controle Operacional, proceder ao monitoramento e gestão do transporte coletivo e comercial e do serviço de táxis;
e) Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba - IPPUC, disponibilizar informações georeferenciadas da cidade, sistematizar as informações da CCO, coordenar as atividades da Sala de Planejamento e Gestão do Sistema e desenvolver, em conjunto com a Assessoria Técnica de Informações, projeto do futuro Centro de Gestão Operacional de Curitiba, sucedâneo da Central de Controle Operacional, a ser implantado em 36 meses;
f) Secretaria Municipal da Saúde - SMS - SAMU, disponibilizar informações sobre a Central de Leitos e epidemias e proceder à integração progressiva de sua área ao Sistema;
g) Secretaria Municipal de Administração - SMAD/ATI, disponibilizar infraestrutura para a Sala de Planejamento e Gestão e para a conectividade, e desenvolver, em conjunto com IPPUC, o projeto do futuro Centro de Gestão Operacional de Curitiba;
h) Secretaria Municipal da Comunicação Social - SMCS, compilar e disponibilizar informações atualizadas para os órgãos de imprensa e divulgar informações via Rádio Trânsito e outros meios;
Secretaria Municipal do Urbanismo - SMU, integrar gradativamente ao Sistema os processos de fiscalização de obras e posturas da cidade;
j) Instituto Municipal de Administração Pública - IMAP, desenvolver as competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) necessárias aos integrantes do Sistema por meio de um programa continuo de capacitação;
k) Secretaria Municipal de Obras Públicas - SMOP, disponibilizar informações sobre situação dos leitos dos rios para prevenção de inundações;
l) Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão - SEPLAN, articular as ações necessárias para o funcionamento do Colegiado de Gestão do Sistema.

Art. 4.º Além das atribuições específicas, todas as unidades da PMC deverão, quando solicitadas pelo Colegiado e/ou pelo coordenador da Central de Controle Operacional, designar equipes e disponibilizar informações.

Art. 5.º O Colegiado do Sistema é composto pelos titulares da URBS, SETRAN, IPPUC, SMDS, SEPLAN, IMAP e pelo coordenador geral da Central de Controle Operacional.
Art. 6.º Ao Colegiado cabe:
a) deliberar e definir a política de funcionamento do SCCO;
b) articular o planejamento das ações do SCCO;
c) designar coordenadores de ações e gestores de projetos.

Art. 7.º A coordenação do Colegiado será exercida em rodízio anual, cabendo o primeiro período ao titular da SEPLAN.

Art. 8.º Ao Colegiado, no momento da instalação do Sistema, cabem as seguintes ações:
a) integrar de imediato ao Sistema o controle das ações de transporte coletivo, trânsito e defesa social;
b) definir a matriz de responsabilidades no Sistema;
c) estruturar as ações na forma de projeto estratégico do Plano de Governo, com Contrato de Gestão para todas as secretarias e órgãos envolvidos;
d) iniciar o projeto do futuro Centro de Gestão Operacional de Curitiba, a ser implantado em 36 meses.

Art. 9.º À Coordenação Geral da Central de Controle Operacional
cabem as seguintes atribuições:
a) antecipar possíveis riscos e coordenar a elaboração de Planos de Contingência para fazer frente aos mesmos;
b) convocar os responsáveis das secretarias/órgãos em eventos anormais e adversos, para a) obtenção dos recursos de informação, estrutura e pessoal necessários ao processo de gestão de crise;
c) elaborar relatórios de avaliação e de acompanhamento;
d) gerenciar e atualizar os protocolos de ação;
e) disponibilizar informações atualizadas para a Secretaria Municipal da Comunicação Social;
f) convocar os responsáveis das secretarias/órgãos para reuniões de planejamento;
g) propor parcerias e convênios com órgãos governamentais de outras esferas de governo;
h) coordenar a infraestrutura necessária para o funcionamento do Sistema;
i) realizar o monitoramento da manutenção da conectividade, da TI e do parque de equipamentos e sistemas.
Art. 10 Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
PALÁCIO 29 DE MARÇO, em 2 de maio de 2012.
LUCIANO DUCCI-PREFEITO MUNICIPAL
CARLOS HOMERO GIACOMINI-SECRETÁRIO MUNICIPAL DE
PLANEJAMENTO E GESTÃO INTERINO
MARCOS VALENTE ISFER-PRESIDENTE DA URBS –
URBANIZAÇÃO-DE CURITIBA S.A.
ATOS DO PODER LEGISLATIVO
ATOS DO PODER EXECUTIVO

Eleição para a Diretoria da AGMUC - Gestão 2013/2016



Comunicamos a todos que a eleição para a Diretoria da AGMUC - Gestão 2013/2016 - será realizada em 28/09/2012, sexta-feira, das 07h00 às 19h00, na Sede da Guarda Municipal da Rua Presidente Faria, 451, Centro.

Participem.

A apuração dos votos será logo após o término da votação no mesmo local.

A inscrição das chapas deverá ser feita em documento entregue ao Presidente da Comissão Eleitoral até a data de 28/08/2012, terça-feira pessoalmente até às 18horas ou via e-mail até a meia noite, onde deverá constar: nome da chapa, nome completo dos integrantes, nº de associado, CPF e cargo que ocupa na chapa.

DELEGADO ARCHIMEDES CONTRA O MATA SETE (Crônica)



Por: Rangel Alves da Costa*

Dr. Archimedes Marqus

DELEGADO ARCHIMEDES CONTRA O MATA SETE
                                        
Ontem à noite, dia 02 de junho de 2012, estive participando do lançamento do livro “Lampião Contra o Mata Sete”, do delegado Archimedes Marques, na capital sergipana.

Evento bastante esperado, acabou confirmando as melhores expectativas pelo grande número de afeiçoados pelas coisas nordestinas, as lides cangaceiras de outros tempos, que ali compareceram para prestigiar o autor. E também saborear comidas típicas do ciclo junino.

Voltei com o belo exemplar debaixo do braço e muito agradecido pelo que pude presenciar. Numa roda à parte dos convidados estava a nata pesquisadora, entusiasta e escritora sobre a saga do cangaço. Pessoas que acompanham eventos cangacistas onde eles ocorram.

Mesmo adoentado, Alcino Alves Costa, escritor sertanejo de renome nacional, proseava com o também escritor João de Sousa Lima, um pauloafonsino que leva a vida nos passos de Maria Bonita e do Capitão. E para surpresa maior ali também estava o verdadeiro mecenas da literatura nordestina, o Francisco Pereira Lima, mais conhecido como Prof. Pereira.

Aliás, diz o cartão de visitas do Prof. Pereira que o mesmo é especialista em livros do cangaço, movimentos messiânicos, coronelismo e temas afins. Mas é muito mais, pois responsável pela publicação e reedição de importantes obras sobre tais temas, e que somente através dele puderam chegar ao conhecimento dos pesquisadores e novos leitores.

Pois bem, enquanto Alcino, João de Sousa Lima e Prof. Pereira proseavam sobre as trilhas lampeônicas e outras trilhas da história, o delegado e escritor Archimedes Marques autografava livros mais adiante. Aproximei-me com exemplar à mão e logo o mesmo repetia sobre o meu nome também estar constando nas referências bibliográficas, através de artigos e crônicas que subsidiaram a obra.

Contudo, a par da gratidão pelo reconhecimento, o que ouvi ao pé do ouvido só vinha confirmar algo que eu já havia pensado desde o dia que o pesquisador falou-me sobre o lançamento do livro. E confessou-me Archimedes que chegou ao local temendo que um oficial de justiça aparecesse a qualquer instante com uma ordem judicial suspendendo o lançamento da obra.


Tinha fundamento a preocupação do escritor, pois o seu livro é praticamente uma contestação, um contraponto a outro livro proibido pela justiça de ser lançado em Sergipe. De autoria do advogado e juiz aposentado Pedro de Morais, o livro “Lampião, o Mata Sete”, até hoje continua sendo objeto de apreciação recursal, vez que um juiz de primeiro grau impediu o seu lançamento.

Acatando ação promovida por familiares de Lampião e Maria Bonita, o livro “Lampião, o Mata Sete” foi proibido de ser lançado. O magistrado de primeiro grau proibiu que o seu teor chegasse ao conhecimento do público por ferir a honra, a imagem, a dignidade, enfim, os direitos da personalidade de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

E tudo porque o livro proibido insinua e tenta provar que o Rei do Cangaço era gay, homossexual. E também que o mesmo não podia gerar filhos e que Maria Bonita o traía com um cangaceiro do próprio bando. E este mesmo seria também o amante de Lampião. Luís Pedro, eis o nome do cangaceiro. Enfim, a história estaria desandada e a família Ferreira desfigurada.

Logicamente que os cangaceirólogos, os pesquisadores do cangaço e grande parte da população nordestina ficaram revoltados com as aleivosias gratuitas, as calúnias e difamações levadas a efeito, sem qualquer fundamento de verdade, contra um dos símbolos maiores da história nordestina e brasileira. Ferir simplesmente por ferir a honra pessoal e familiar daqueles dois, com único objetivo de atrair holofotes, seria algo inaceitável diante da seriedade em que se assenta a história do cangaço.

E lembro como hoje o instante que um amigo de Archimedes chegava ao meu escritório, em nome dele, para xerocar o livro proibido. O autor, amigo do meu pai Alcino Alves Costa, dedicou-lhe o livro antes mesmo de ocorrer a sanção judicial. E o livro estava comigo. E a partir daquele instante Archimedes começou a traçar as linhas da resposta que daria ao embusteiro e mentiroso sobre a vida do rei dos cangaceiros.

Daí ter nascido o “Lampião Contra o Mata Sete”, como confrontação e contestação a tudo aquilo que levianamente fora exposto no “Lampião, o Mata Sete”. E as respostas são apresentadas como se fossem teses derrubando os argumentos apresentados no livro proibido. Quer dizer, as presunções e suposições mentirosas dão lugar a fatos com força de veracidade e fere de morte o invencionismo maldoso e leviano.

E tais teses, apresentadas em capítulos, são: A Origem do Mata Sete e a resposta de Lampião; O porquê da luta de Lampião Contra o Mata Sete; Uma “Malaca” nas orelhas do Mata Sete; Oleone como coiteiro do Mata Sete; O Mata Sete insulta a História, ultrapassa direitos e indigna muita gente; O Mata Sete contra a família Ferreira; O Mata Sete e o “Menino Sapeca”; O Mata Sete e o “Lampião Apaixonado”; O Mata Sete e o suposto “Lampião Eunuco”; O Mata Sete contra os supostos “homossexuais” Virgulino E Zé Saturnino;  O Mata Sete apela ao cangaceiro Volta Seca: O Mata Sete e a misteriosa Tese da Universidade de Sorbonne; O Mata Sete e os seus “armados e amados” policiais volantes; O Mata Sete em proteção às autoridades sergipanas; O Mata Sete e “as travessuras de Maria do Capitão”; A guerreira Maria Bonita transforma paradigmas  e muda o cangaço construindo eterno amor por Lampião; O cabra-macho Lampião se livrando da máscara do Mata Sete; As demais trapalhadas do Mata Sete; Será o fim do mata Sete?

Noutra oportunidade certamente faremos uma análise mais aprofundada sobre o conteúdo e as teses apresentadas pelo delegado Archimedes, autoridade da história que doravante pode se reconhecido como aquele que desmascarou de vez a mentira e jogou-a nos porões do esquecimento.


Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com







LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE, A SEPARAÇÃO DO JOIO DO TRIGO


O escritor João de Sousa Lima, membro da ALPA – Academia de Letras de Paulo Afonso, membro da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, prefaciou o livro “Lampião Contra o Mata Sete”, de Archimedes Marques, lançado no último sábado, 02, em Aracajú, capital de Sergipe.

Eis o Prefácio:
“É preciso se separar o joio do trigo, as ervas daninhas devem ser desenraizadas para que as árvores frutíferas produzam seus frutos. Em todos os seguimentos da vida existem os bons e os maus. Há os que produzem com sabedoria e os tolos em sua essência. Assim caminha a humanidade, em toda parte se sobressaem os que buscam a perfeição e dela se aproximam, deixando seus legados como ensinamentos para outros que trafegam na estrada do conhecimento e da perpetuação histórica, sendo o fato aqui relacionado: A análise ajustada dos acontecimentos que permearam uma época que marcou profundamente as mentes e as vidas das pessoas do Nordeste brasileiro.

Há os que se aprofundam com seriedade, buscando os autênticos subsídios para registrar nos anais dos arquivos escritos suas apreciações honestas e responsáveis.

Também há os hipócritas, os insensatos, gente sem o mínimo de conhecimento de certos tópicos e que são ignorantes, que se apoderam de um assunto e sem o devido cuidado produzem verdadeiros absurdos.

Nesse caso estou falando da incapacidade de Pedro de Morais com seu livro “Lampião, o Mata Sete” e a maestria de Archimedes Marques com o seu apurado revide “Lampião Contra o Mata Sete”.

A leitura eu recomendo sobre o trabalho de Archimedes Marques, sem que seja necessário conhecer as inverdades do péssimo livro de Pedro de Morais, o Mata Sete.

Archimedes nos brinda com respostas ajustadas e um trabalho digno de ser adquirido e de constar nos acervos das pessoas cordatas que estudam a história do Brasil.

O simples argumento de ter sido em sua vida pública um homem da lei, que julga seus preceitos e sobre as falhas condena os responsáveis não credita a pessoa e nem pode ser aceita qualquer obra que tenha como suporte apenas o contexto de “vir de um magistrado”. Não é esse o argumento válido para se escrever qualquer obra literária, o teor histórico de um povo, de uma nação, merece o mínimo respeito. Devemos preservar os fatos, desvendar os acontecidos, checar às informações, analisar seus episódios, confrontar seus subsídios e tentar se aproximar o máximo da verdade. Esse é o caminho do verdadeiro historiador e pesquisador.

O tempo do coronelismo já passou, não devemos ficar expostos a uma lei que na realidade foi feita para beneficiar os homens de boa índole e não nos colocar amedrontados diante da Toga de um magistrado. Não nos calemos diante dos fatos injustos.

Archimedes Marques, com esse seu livro “Lampião Contra o Mata Sete”, entra para o grupo das pessoas que produzem com seriedade, com discernimento que demonstra coragem, qualidade indispensável aos homens que merecem nosso respeito e nossa admiração.

Pode-se apostar no sucesso nesse primeiro trabalho de Archimedes, ele vem pesquisando o tema cangaço há algum tempo e encontrou o rumo certo rebatendo uma obra que vem talhada de informações sem fundamentos legais que possam comprovar seus textos difamatórios. Diante da apresentação de fatos tão mentirosos levantados pelo fraco autor “Lampião, O Mata Sete”, Archimedes é a bandeira que se levanta contra tais inverdades, um acerto ajuizado contra os pensamentos embaraçados de um escritor sem as qualidades essenciais para uma produção que se explica não por “querer” e sim por “existir”, fatos concretos que justificam novos olhares, novas apreciações, porém com a honestidade e responsabilidade que as ocorrências históricas devem atrair, tendo por legado reparar as lacunas que ficaram adormecidas e que se juntam para agregar valores ao contexto de uma história que se reescreve a cada tempo, porém contada e acrescida em sua profundeza autêntica, ajustada em suas fontes primordiais sendo salvas nas memórias literárias que formadas com outras fontes direcionam a verdadeira historiografia do mundo.

É preciso se separar o joio do trigo, devemos desenraizar as ervas daninhas para que colhamos os frutos bons, nesse caso devemos receber o livro de Archimedes Marques “Lampião Contra o Mata Sete, com a devida grandeza que ele tem, pois ele é uma bandeira hasteada contra a mentira, contra a insensatez, contra a erva daninha que é esse livro de Pedro de Morais.

Paulo Afonso, 23 de fevereiro de 2012
João de Sousa Lima




 
Lançado o livro de Archimedes Marques em Noite de Gala na Capital Sergipana.
Postada em: Terça, 5 de Junho de 2012 às 8h26 | Posts 2325
Lançado o livro de Archimedes Marques em Noite de Gala na Capital Sergipana.

Archimedes Marques lançou o livro "Lampião contra o mata sete".

O lançamento aconteceu  no Centro de Cultura, um belissimo espaço que lotou com autoridades, escritores, pesquisadores e amigos para prestigiarem o lançamento. Entre os convidados ilustres estava o escritor Alcino Alves Costa que mesmo com dificuldades de locomoção devido a um AVC sofrido recentemente , não deixou de prestigiar o lançamento.



domingo, 1 de julho de 2012

LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE ( I )


LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE ( I )
Clerisvaldo B. Chagas, 2 de julho de 2012.
Crônica Nº 809 


ARCHIMEDES MARQUES
Alagoas, no geral, sempre foi um estado quase arredio para assunto de cangaço e para cantador repentista. Talvez, pelo gosto mais reservado para esses temas, não tenha havido repercussão por aqui do livro embargado pela Justiça “Lampião, o Mata Sete”, do juiz Pedro de Morais. Grandes repentistas e famosos livros sobre Lampião também não causam impacto nenhum no “Paraíso das Águas”, assim como já antevejo o nosso “Lampião em Alagoas”, cujo esforço está concentrado para o lançamento ainda este mês.
Embargado pela Justiça, através da família Ferreira, “Lampião, o Mata Sete”, conseguiu escapar com alguns exemplares, lidos por abnegados pesquisadores do tema cangaço. Alguns ficaram horrorizados com as baboseiras e delírios do autor (um verdadeiro Zé Limeira cantador do absurdo). Confesso que não li o citado livro que, mesmo clandestino, não circulou por essas bandas. Reagindo aos sonhos eróticos do juiz, surgiu na praça um veemente protesto comandado pelo livro antagônico “Lampião contra o Mata Sete”, do delegado de polícia, estreante na Literatura e como novo escritor do cangaço, colunista, “blogueiro” e pesquisador Archimedes Marques, no estado sergipano.
Quando o escritor atinge certa idade, reduz quase a zero a sua leitura livresca em troca das escritas frenéticas como a querer reconquistar o tempo. Pela minha parte, abri exceção para o início da frase acima, ao receber o calhamaço de 552 páginas do homem da lei Archimedes Marques. Há muito, não passando de uma leitura de 50 páginas, mergulhei no “Lampião contra o Mata Sete”, como nos velhos tempos da adolescência, lendo-o em dois dias. Sobre qualquer tipo de assunto, desde a crônica ao romance, tenho atração pelo fraseado simples, acessível, porém, mágico, burilado e criativo que faz a diferença entre o ótimo escrito da pessoa comum e o jogo atrativo de palavras e frases literárias. É assim que Archimedes consegue levar o leitor até o fim do livro como se fosse a sua linguagem a de um veterano escritor de qualquer coisa. Portanto, esse seu estilo, é um dos atrativos das páginas contra o “Mata Sete”.
Lendo o livro de Marques, não preciso mais espiar a safadeza de “Lampião, o Mata Sete”, pois as constantes citações sobre ele − apresentadas e contestadas por Archimedes − provocam náuseas desde os escritores sérios às raparigas mais fuleiras dos becos do Nordeste. O livro “Lampião contra o Mata Sete”, de Archimedes Marques, é um terremoto máximo nas pretensões do juiz aposentado Pedro de Morais.  

segunda-feira, 2 de julho de 2012

LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE ( II )


LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE (II)
Clerisvaldo B. Chagas, 3 de julho de 2012
Crônica Nº 810

 O ilustre delegado (profissão motivo de orgulho de Archimedes) nem precisava de citações para defender a sua tese, todavia, ele preferiu reforçar defesa e ataque incorporando uma tropa de elite, colocando-a, ora na linha de frente ora na retaguarda dos combates contra o Mata Sete. Estão ali os mais destacados escritores do cangaço apostos à frieza do comando. Além disso, é grande a contribuição do pano de fundo com as diversas passagens apresentadas por Marques, carimbadas pelos pesquisadores de peso do cangaço.
Dois sábios alemães deram o caráter científico autônomo da Geografia no século XIX. Alexandre de Humboldt (naturalista) e Karl Ritter (historiador e filósofo). O primeiro viajou em pesquisa pela Europa, América do Norte, Ásia Setentrional e publicou o livro “Cosmos”. O segundo, pouco viajou. Dedicado ao Magistério e baseado em leituras entregou ao público o livro “Ciência Comparada da Terra”. Isso quer dizer que o pesquisador tanto pode fazer pesquisas de campo, quanto usar as fontes diversas e honestas sem sair de casa. Aliás, fora outros atributos, para pesquisas in loco é preciso ganhar bem, ou dispor de boa fonte financeira e coragem para enfrentar cobras, mosquitos, sol abrasador, água ruim, péssimas estradas e não ter ojeriza à pobreza.
O juiz escritor, Morais, pode ter feito como o historiador Karl Ritter, pesquisando nos melhores livros sobre o cangaço ao alcance do seu poder aquisitivo. O seu estilo é bom, escreve bem, mas infelizmente sua inteligência o guiou para uma inovação literária que transforma água limpa, potável, cristalina, em marrons, turvas, negras lamas de barreiro.
Não sei, não quero a crítica literária, não tenho vocação para o mister. Mas, como leitor atento às citações de Archimedes, fiz algumas comparações particulares, isto é, fora do foco do seu livro para melhor entendimento sobre o cangaço. Nada que compromete o desenrolar dos fatos e que os abordaremos na sequência.
Detesto o “puxa-saquismo” para os lados de Lampião ou da Polícia, quando usado por “monstros sagrados” ou iniciantes sobre o tema cangaço com Lampião como personagem central. Isso não encontrei nos textos escritos por Archimedes Marques. O autor fala com toda clareza em vários trechos sobre a monstruosidade do bandido, porém, da mesma maneira não nega as suas qualidades. Sua atração pelo assunto, não o conduz à paixão explícita por Lampião como mais de um “grande” tentam passar ao leitor menos exigente. Talvez seja esse equilíbrio levado pelo novo escritor que vai conquistando o seu fã clube. Para melhor situar a obra do homem de Sergipe, passamos a informação: (MARQUES, Arquimedes. Lampião contra o Mata Sete. 1 ed. Aracaju, Info Graphics, 2012).


LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE (III)
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de julho de 2012.
Crônica Nº 811

Estátua ao cangaço
Acho que o primeiro livro sobre o cangaço que eu li foi do autor Nertan Macedo: “O capitão Virgulino Ferreira da Silva – Lampião”, da Editora Leitura, 1962, no início da minha adolescência. Linguagem vigorosa, porém, muito poética e que impressiona os jovens no alvorecer das grandes leituras. Daí para cá, ou antes, disso, inúmeros pesquisadores esmiunçaram a existência de Virgolino e, ultimamente escrevendo até a vida de vários de seus muitos mais de duzentos seguidores. Em Alagoas ainda resta um ex-cangaceiro vivo, motivo de uma conversa que tive com um dos seus genros para escrever os feitos do sogro. Não aposto que pode acontecer, pois não me empenho para isso. Quando o livro de Archimedes fala sobre o autor de “Lampião na Bahia”, Oleone Coelho Fontes (1998), como coiteiro de Pedro de Morais, pela sua apresentação tendenciosa no livro “Lampião, o Mata Sete”, é sem dúvida motivo de tristeza. Dizem que é um ótimo livro, o escrito por Oleone, mas sair da condição de festejado para coiteiro de Morais, pelo amor de Deus!
Quanto às páginas referentes e contra o coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão, não batem com o que sabemos. Informações amplas sobre o assunto, inclusive a morte de José Ferreira, logo estarão disponível brevemente em “Lampião em Alagoas”. Mesmo assim, na próxima crônica narraremos a nossa opinião sobre Lucena, baseada na tradição oral em Alagoas e nas linhas de outros escritores do cangaço.
Diante de tantas e tantas obras publicadas sobre Virgolino, vimos afirmações sobre ele, muitas, exageradas: Era parteiro, poeta, artesão, almocreve, agricultor, vaqueiro, pecuarista, dançarino, devoto, entres outras qualidades. Expressando minha humilde opinião sobre o que tenho lido do montante de títulos a seu respeito, no Sertão nordestino, o fazendeiro, vaqueiro, pequeno proprietário nasce naquele meio fazendo quase tudo. Lampião apenas fazia o que todos faziam, sem os exageros dos que dizem que ele era o melhor isso, o melhor aquilo, numa adoração sem fim.  Quantas besteiras! Compositor razoável, poeta sofrível, almocreve comum, bom dançarino como muitos outros sertanejos, vaqueiro, artesão, pequeno agropecuarista com o pai, dentro da normalidade. Agora, quando se fala da sua capacidade militar, aí sim. O homem nasceu mesmo para guerrear. Era na verdade muito superior em estratégia a todos os comandantes de volantes que enfrentaram a luta. Não confundir com valentia, pois valentes e covardes nunca faltaram nas tropas do governo e nem nos bandos cangaceiros.  Lampião nunca foi coronel dos coronéis e nem todos temiam suas investidas. Lampião nunca passou de falso capitão, mas foi o gênio militar das caatingas nordestinas em torno de vinte anos. Não há contestação. Ele nunca foi herói por ter participado de guerras do Brasil com outros países, herói nacional. Entretanto, o mestre Aurélio diz: “Herói: homem extraordinário por seus feitos guerreiros; pessoa que por qualquer motivo é o centro de atrações”. É o mestre quem diz em seu “Novo Dicionário AURÉLIO” e não eu. Está aí: o monstro, estuprador, assassino, torturador, ladrão, assaltante, bandido, herói do conceito acima pelo seu extraordinário quengo militar e convergência das atenções. VE E VE A D O , doutor Pedro de Morais, com certeza o “Diabo dos Sertões” nunca foi e nem teve vontade. A coisa tá feia doutor.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE (IV)


Coronel José Lucena Albuquerque Maranhão

LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE (IV) 
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de julho de 2012. 
Crônica Nº 812
Muitas coisas foram ditas sobre José Lucena de Albuquerque Maranhão em nosso livro “O boi, a bota e a batina: história completa de Santana do Ipanema” que ficou para o ano para novas inclusões e por ter cinco outros livros na fila, antes dele. Lucena também está amplamente no livro “Lampião em Alagoas” que, pelos preparativos de lançamento, não vai dar para o dia vinte e oito deste mês, como prevíamos, ficando talvez para agosto. Uma crônica só é pouco para nossas observações sobre o Capítulo 8 do livro “Lampião contra o Mata Sete”, mas tentaremos pelo menos com reduzidas palavras afirmar posições. Desde 1918 que o sargento Lucena lutava na Zona da Mata Alagoana e no Alto Sertão, época em que a Família Ferreira veio morar em Alagoas. Lutou contra bandos de cangaceiros, inclusive o dos Porcino que foram chefe de Lampião. Aliás, Lampião não foi somente chefiado por Sinhô. Ele teve três chefes, pela ordem: Matilde, os Porcino e depois Sinhô Pereira. No caso da morte de José, está claro em “Lampião em Alagoas”. Lucena estava em busca do criminoso Luís Fragoso, cercou sua casa, sem resistência, morrendo aí, por infelicidade, José Ferreira, durante a invasão, pelo instinto de cão do soldado Caiçara, o assassino. Lucena esbravejou contra Caiçara, mas como comandante da pequena força, assumiu o ato do soldado. Quanto à morte do oficial de que fala o Capítulo 8, de “Lampião contra o Mata Sete”, também está escrito de forma inédita detalhadamente, em “Lampião em Alagoas”. O oficial tentara assassiná-lo na noite de escuro, anterior. Chamado para esclarecimento o tenente Porfírio desafiou o comandante e não quis atender o seu pedido por duas vezes, o que Lucena para não ficar desmoralizado mandou que dois soldados que foram chamar o oficial o trouxessem vivo ou morto. Porfírio preferiu ir morto. (Aguarde “Lampião em Alagoas”).
Em relação à morte do coronel José Rodrigues de Lima, Lucena havia sido emboscado no município de Água Branca quando morreu o capitão Eutíquio Rafhael de Medeiros. Essa emboscada foi atribuída a Zé Rodrigues. Naquele tempo − o companheiro Archimedes sabe que era assim − ou um ou outro. Lucena até demorou com a vingança. (Detalhes no mesmo livro acima).
Em 1936, com a criação do 2º Batalhão de Polícia de Alagoas e sua instalação em Santana do Ipanema, Lucena torna-se o seu primeiro comandante. O batalhão passa a ser a sede de todas as forças volantes distribuídas estrategicamente no semiárido. São frases do conhecido comandante João Bezerra “Como dei cabo de Lampião” (...) “S.S. sempre possuía dados importantes. Trabalhador valoroso, não se descuidava de um só instante de pesquisar por todos os meios ao seu alcance dos paradeiros dos grupos assassinos”.
              (...) esse valente militar dava ordens à distância e nunca perdia o contato com os seus comandados, auxiliando-os constantemente por todos os meios, ora com avisos, informações escritas, por portadores e telegramas quando possível, ora fiscalizando as marchas através das caatingas, animando, estimulando e orientando os comandados que surpreendia em toda parte com a sua agradável presença de chefe destemeroso.
                          Ainda Bezerra (1983, p. 177): O coronel Lucena nunca vacilou para dar ordens enérgicas sempre que o interesse da campanha o exigisse. A confiança que tinha em si mesmo, a sua fé e a sua coragem aliadas à expectativa feliz de êxito nas diligências, se irradiavam sobre os seus comandados, estimulando-os a imitá-lo na esperança da vitória.
                          Foi Theodoreto quem sugeriu a criação do 2º Batalhão de Polícia com sede em Santana do Ipanema. O comando seria entregue ao major José Lucena de Albuquerque Maranhão, oficial reconhecidamente destemido e experimentado nas lutas cangaceiras. Sobre ele fala o santanense sargento Oscar Silva, seu comandado, depois escritor de conceito, em “Fruta de Palma”:
(...) sob o comando de um homem de cultura limitada, mas de inteligência rara e férreo espírito de disciplina: o major José Lucena de Albuquerque Maranhão (...).
(...) senso de intransigente cumpridor da Lei e da Ordem. Era um amigo incondicional dos comandados, ao mesmo tempo, um intransigente adversário de qualquer deles, conforme a adaptação ou não dos subordinados à sua maneira de comando.

LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE (V)
Clerisvaldo B. Chagas, 6 de julho de 2012.
Crônica Nº 813

        Respondendo ainda ao Capítulo 8 do livro “Lampião contra o Mata Sete”. Zé Lucena criou fama perseguindo bandidos, desde 1918, em Alagoas. Com a revolução de 30 continuou fiel ao governador e acabou preso acusado de desviar dinheiro da Caixa Beneficente da Guarda Civil. Muito sereno, provou sua inocência, foi solto e passou a ser homem de confiança do governador. Assumiu o comando do 2º Batalhão de Polícia com sede em Santana do Ipanema, criado para ser o centro de operações contra cangaceiros. Foi ele quem escolheu seus homens a dedo. Recebeu carta branca contra cangaceiros, ladrões de cavalos, arruaceiros e malfazejos em geral que atormentavam a sociedade. Em Santana incorporou-se ao social fazendo dupla com o padre Bulhões, os dois homens mais prestigiados de todo o interior. Brincava carnaval com os comerciantes locais e participava ativamente de todos os movimentos em prol do progresso de Santana. Foi prefeito dessa cidade, deputado e prefeito de Maceió. Tem razão o juiz Pedro de Morais quando diz em citação de Archimedes na página 186: “(...) Lucena foi um militar probo, valente, e seus feitos de glória honraram a briosa Força Pública das Alagoas, pela retidão de seu caráter, no mister de valoroso guerreiro, cumpridor de seus afazeres. (...). O resto da citação é loucura. Zé Lucena foi um dos mais valentes comandantes do Nordeste à caça de cangaceiros. Deu o prazo de 15 dias para a entrega da cabeça de Virgolino pelas volantes alagoanas e, o prazo foi cumprido.  Quem fala que Lucena era covarde porque matou inúmeros bandidos em cova aberta ou não, ainda não apresentou um nome sequer de algum comandante de polícia ou volante candidato a santo. Estamos aguardando. Esperem mais detalhes do seu caráter logo, logo em “Lampião em Alagoas”.

Lucena hoje é nome da avenida principal da cidade de Santana do Ipanema e do 7º Batalhão de Polícia sediado nessa cidade de cinquenta mil habitantes, “Capital do Sertão” de Alagoas. Zé Lucena sempre reconheceu as estratégias militares de Lampião, pois brigara com ele desde o tempo em que Virgolino era capanga dos Porcino (Antônio, Manuel e Pedro). Por outro lado, Lampião tinha um cuidado especial com Lucena, pois já provara da sua coragem e ferocidade nos combates. Desafiar Lucena não era tarefa para qualquer um, tanto que após a instalação do Batalhão em Santana, Virgolino nunca mais ali passou por perto. Querer tirar os méritos do morto Lucena, é querer fazer o que o juiz Pedro de Morais quer fazer com Lampião.


LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE (VI)
Clerisvaldo B. Chagas, 7 de julho de 2012.
Crônica Nº 814


Tenente José Joaquim Grande
É sempre difícil falar nossas opiniões sobre o pensamento dos grandes sobre qualquer assunto. Oscar Niemeyer, por exemplo, foi autor de prédios famosos, alguns feios, outros sem ventilação. Mas quem ousa criticar o mestre, como vi em certa revista? Mas também já vi críticas sobre teses absurdas de um grande do cangaço, no próprio espaço virtual dedicado ao tema. Bem, quem escreve é formador de opiniões, cabe aos leitores, como nós aceitar ou não. Com as melhores das intenções, com seu trabalho exaustivo, sério e de fôlego, Arquimedes deixa ao leitor alguns ganchos que não comprometem sua obra. O assunto é vasto e nem sempre o autor dispõe de outras fontes para confronto. Pag. 129: Água Branca, Alagoas, não pertence à região do Pajeú. Págs. 150, 151 e 152: Excelente sobre Frederico Bezerra Maciel. Pag. 228: O peitica também é uma ave do interior (Empidonomus varius) parecido com o Bem-te-vi. Seu canto é considerado de mau augúrio. Págs. 252, 253: Faltando entre os quatro mais importantes combates, o primeiro de Poço Branco, quando Virgolino se firmou para o cangaço. Houve um segundo combate de Poço Branco, logo após o assalto a Água Branca (ver depois detalhes: “Lampião em Alagoas”). Pag. 277: Ótimo, dignidade do tenente alagoano José Joaquim Grande, ao resguardar Volta Seca, mas, Pag. 351, sobre o mesmo tenente, o contrário? O tenente era homem de toda a confiança do comando. Pag. 430: Se os seguidores de Bezerra naquela noite de 27 de julho de 1938, não fossem destemidos, não teriam passado a noite enfrentando o frio terrível e o escuro para enfrentarem o bandido Lampião. Sobre as imundícies praticadas por Panta e outros, é outra coisa: abomináveis. Pag. 445: Nunca vi uma fotografia de Lídia para afirmar que ela era mesmo a mais bonita, pois, pelas fotos vistas, somente “bonita” era o apelido de Maria de Lampião. Aliás, beleza é questão particular de cada um. Pag. 453: O grande e excelente Costa incorporou tanto o tema cangaço, dá inúmeros títulos a Lampião e chega ao absurdo de chamá-lo Herói Nacional, (talvez um Caxias, um Tiradentes, um Plácido de Castro...) essa, com toda vênia, não engulo nem com manteiga. Pag. 455: Foram chefes de Virgolino: Matilde, os Porcino e só depois Sinhô, quando veio o apelido Lampião. Pag. 463: Tentando diminuir o mérito de José Rufino em cercar um paralítico. Quem já viu cobra cascavel paralítica sem veneno? Pag. 484: Lampião, Justiça de Deus: Um absurdo maior do que o paralítico. Essa opinião nem com manteiga e iogurte.
Não sou vaqueiro do cangaço, não sou associado ao movimento, não sou escritor e pesquisador do cangaço, propriamente dito, sou apenas um leitor exigente e como leitor, não me pode ser negado o direito de opinar, certo ou errado. Sobre a parte relativa à Maria Bonita, preferi apenas ler as palavras do Dr. Pedro de Morais, nas citações de Archimedes, bem como os veementes protestos de defesa.
Sobre ridículos, pequenos, médios e grandes escritores do cangaço: Muitos querem colocar Lampião no céu; poucos enfiá-lo no inferno; e pouquíssimos enquadrá-lo no purgatório.
Encerro aqui os meus trabalhos de uma série de seis crônicas sobre a obra de Marques, agradecendo a paciência dos leitores e a confiança do autor. Desejo todo o sucesso do mundo ao pesquisador, delegado, advogado e novo escritor desse tema complexo e de borracha que se chama cangaço. Almejamos, meu amigo Archimedes Marques, outros livros seus na praça, tão bons e gostosos de leitura quanto “Lampião contra o Mata Sete”. Parabéns.




Por: Ancelmo Goes(*)


Octavio Iani ( 1926/2004), considerado um dos fundadores da sociologia no Brasil, tem um belo estudo sobre tipos e mitos do pensamento brasileiro. Para ele, o Brasil pode ser visto ainda como um país, uma sociedade nacional, uma nação ou um Estado-não nação em busca de um conceito. É neste processo de buscar uma cara que florescem as figuras e as figurações, os mitos e as mitificações de "Lampião", "Padre Cícero", "Antonio Conselheiro", "Tiradentes", "Zumbi" e outros, reais e imaginários.

No caso de Tiradentes, nosso herói maior, a propaganda republicana, na ausência de um retrato feito por alguém que realmente o tivesse conhecido pessoalmente, o pintou como Cristo. Aquelas barbas podem ser pura imaginação do retratista, já que naquela época, como em alguns lugares hoje, preso não podia deixar crescer barba ou cabelo por causa dos piolhos.

Com Lampião, o processo de mitificação  é interminável. Afinal, ele é  filho famoso de uma terra de cantadores de feira e de cordelistas, onde a imaginação, e não só talento, também corre solta. Tanto que nas últimas décadas  muitos tentaram promover a transposição da imagem de Lampião de "facínora"  para uma espécie de versão tupiniquim do "Bandido Giuliano", o fora da lei que virou  herói siciliano na primeira metade do  século XX e que foi retrato nas telas no clássico de  Francesco Rosi.

Acho ainda que Lampião, como ocorre com muitos outros personagens da nossa história, está sendo redescoberto pela ótica do culto da invasão da privacidade, uma das marcas dos tempos atuais. Em suas covas, mesmo enterrados  há 50, 100, 200 anos, eles não conseguiram escapar de um mundo que se transformou numa  Big Brother. Viraram "Celebridades", e portanto sujeitos a bisbilhotices, ou fofocas mesmo, sobre seus afetos, romances e até opção sexual. Talvez seja por isso que surgem agora  questionamentos sobre a sexualidade "Zumbi" e  mais recentemente de "Lampião".


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